Morreu ou foi pra Record? Por onde anda Nelly Furtado

Já faz muito tempo que a gente não ouve falar de Nelly Furtado, depois que ela estourou mundialmente em 2006 com o álbum Loose. Depois disso, ela praticamente não foi mais vista. Algumas pessoas dizem que ela morreu, enquanto outras afirmam que ela foi contratada pela Record, onde atuou em praticamente uma novela por ano, sem parar – o que explicaria o seu sumiço. Mas, será mesmo?

Nenhuma das afirmações é verdadeira. Na verdade, Nelly está viva e nunca pisou na emissora de Edir Macedo. O que acontece é que a sua carreira estagnou e ela não conseguiu mais emplacar nenhuma música nas paradas de sucesso. Seu último trabalho flopou lindamente, mais ainda do que o anterior: estamos falando dos álbuns The Spirit Indescribable (2012) e  The Ride (2017).

A menos que você seja muito fã dela e tenha, por iniciativa própria, procurado saber sobre esses discos, é capaz de você nunca ter ouvido falar deles. A revista Forbes listou o último trabalho da canadense como um dos maiores fiascos musicais do ano passado:

“Depois que The Spirit Indescribable flopou, Nelly Furtado teve muito trabalho a fazer para recuperar seu lugar dentre as mulheres que dominam o topo dos charts. Infelizmente, ela não conseguiu dessa vez, e em verdade, as coisas foram até piores do que antes. Ela levou cinco anos para lançar  The Ride, e quando lançou, não havia muito dinheiro por trás do projeto, tendo ela optado por lançar por conta própria. Nenhum single entrou nas paradas em quase nenhum país (incluindo sua terra natal, o Canadá) e o próprio álbum sequer apareceu na [lista] Billboard 200″.

Hoje, de cabelos curtos e mais gordinha, a cantora continua sua vida normalmente, embora seu últimos trabalhos não repercutam com a mesma força que tinham 10 anos atrás.

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Mas o que aconteceu com a menina Nelly? Vamos relembrar um pouco da carreira dela e tentar entender como ela chegou ao fundo do poço.

Cantora, compositora de mão cheia, e Comendadora da ordem do Infante Dom Henrique, a canadense Nelly Furtado lançou-se na carreira com o pé direito: o álbum Whoa, Nelly! (2000), com singles como “I’m Like a Bird” e “Turn Off the Light”, foi um sucesso de vendas e aclamado pela crítica, que o descreveu como “um delicioso e refrescante antídoto ao exército de princesinhas do pop que dominou a música popular na virada do milênio”. 

Ela seguiu a mesma pegada no seu disco seguinte, Folklore (2003), mas que não superou o anterior comercialmente. Mas trouxe hinos como “Try”, uma canção poderosa sobre a vida e, como ela mesma define, sobre a realidade do amor. Pra mim, essa é a canção que consolida o talento de Nelly como letrista. Ouça:

Em 2006 veio Loose, o maior sucesso da sua carreira, fruto de uma exitosa parceria com o rapper e produtor Timbaland, que também estava com tudo na época. Com esse disco, ela alcançou o primeiro lugar em vários países, e a faixa “Maneater” lhe deu seu primeiro #1 nos Estados Unidos. A cereja do bolo foi “Say it right”, que se tornou o seu maior hit no mundo todo.

Em 2009 ela lançou Mi Plan, seu primeiro álbum em espanhol, que recebeu críticas mais mornas, menos entusiasmadas que o trabalho anterior, embora não tenha sido um fiasco.

O que veio em seguida é que foi um fracasso redondo: Com The Spirit Indestructible (2012), Nelly prometeu algo mais próximo de seu primeiro álbum Whoa, Nelly!. Embora não tenha recebido críticas péssimas, também não empolgou. Lançado em 2017, The Ride conseguiu ser ainda pior: Nelly afirmou que não iria lançar nenhum single, e que iria lançando as músicas que ela queria compartilhar, ou seja, todas.

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