Atriz demitida por comentário racista terá prejuízo milionário; emissora também sofre rombo

A poeira começou a assentar depois de todo o alvoroço que resultou na demissão de Roseanne Barr e no cancelamento da série que levava o seu nome pelo canal ABC, e agora é a hora de calcular os prejuízos. E todo mundo saiu perdendo.

A atriz perdeu sua maior fonte de renda. E não parou no pomposo salário que deixará de ganhar com os novos episódios de Roseanne que não serão mais gravados; as reprises da série clássica, produzida entre 1988 e 1997, também saíram do ar.

O jornalista Anderson Antunes, do site Glamurama, explica como isso funciona:

“Nos EUA, programas desse tipo costumam se tornar uma mina de ouro mesmo depois do fim, já que as reprises de seus episódios são vendidas separadamente para as retransmissoras das grandes emissoras de lá, em um negócio conhecido como ‘syndication’ e tido como uma das jóias da coroa do mundo do entretenimento americano”.

Os canais que adquiriam os episódios em “syndication” pagavam cerca de US$ 60 milhões (R$ 226,3 milhões) pelo direito de exibí-los em suas grades de programação. Protagonista, produtora executiva e criadora da série, Roseanne ficava com pelo menos um terço desse valor. Ficava, pois depois do episódio todas as emissoras regionais que exibiam a sitcom perderam o interesse em ter suas marcas vinculadas à imagem de Roseanne Barr.

E como fazer o certo pode custar caro, a Disney (proprietária do canal ABC) também não sairá dessa história sem coçar o bolso. Além de perder seu programa de maior audiência, junto com ele foi 2,5% do seu faturamento da temporada 2017-2018, o que, sozinho, corresponde a uma bagatela de US$ 22,8 milhões (R$ 86,52 milhões), de acordo com o The New York Times.

A empresa terá de arcar também com multas e outras despesas contratuais, por ter cancelado a 11ª temporada, que havia sido encomendada.

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